Talvez isso nunca tenha acontecido com você, mas eu já tive muitas dúvidas sobre que passo devo dar agora na minha vida – escreveu ele, ironicamente, absolutamente certo de que todas as pessoas já sentiram exatamente a mesma coisa.


Nos anos 80, durante a minha infância, tinha um mantra que sempre aparecia na cultura popular sobre os objetivos de vida. Ele tinha as demandas:- Achar o amor da sua vida- Ter filhos- Plantar uma árvore- Escrever um livro
E era isso. Fácil.


Fácil pra quem? Se eu não me encaixar num desses objetivos eu deixei de participar da experiência humana? Posso trocar um desses objetivos por alguma outra coisa? Na pluralidade e diversidade do planeta Terra, somos todos fadados a cumprir essas quatro leis?


É óbvio que não! Essas “regras” eram, simplesmente, Hollywood tentando vender o tal sonho americano pro resto do planeta. As gerações que seguiram lutaram muito para desconstruir fórmulas já prontas de como levar a vida, especialmente porque elas vinham carregadas de todos os tipos de preconceito. Então, sabendo que não há regras a cumprir, tudo fica mais fácil, né? Agora sou livre!
Livre!


Posso fazer o que quiser!


O que quiser!


…o que eu quero fazer?


A falta de fórmulas prontas trás a liberdade de experimentar outras possibilidades e a ansiedade de não se saber o que experimentar. Como se estivéssemos numa estrada e, sem um mapa, ficássemos horas olhando uma encruzilhada sem dar um passo. Como se a vida fosse um jogo de xadrez a gente olha cada uma das estradas imaginando tudo o que vai acontecer por ela, só que em vez de caminhar por ela a gente começasse a imaginar tudo da outra estrada e da outra e da outra e da outra. Nesse processo ficamos tempo demais imaginando como seria a vida se eu tivesse tomado tal decisão, em vez de tomar a decisão e experienciar a vida.
Na dúvida, dê apenas um passo. Caminhe em direção àquilo que parece ser o seu caminho do dia e pluralize os seus objetivos:


– Achar o amor da sua vida: descubra como se amar e de gostar de ser quem é para que você possa gostar de outras pessoas. Assim o seu amor se multiplica


– Ter filhos ou não ter filhos é uma questão particular, de cada, e não é uma lei. Tenha se quiser, não tenha se não quiser, mas encontre pessoas pessoas fora de você com quem se importar. Uma vida sem empatia por outros é muito dura.


– Plantar uma árvore, reciclar lixo, ajudar em campanhas de conscientização. Qualquer movimento que você faça em prol do mundo que vivemos é um ato altruísta para que esse planeta continue por aqui para as próximas gerações


– Escreva um livro, pinte um quadro, faça uma música, dance. Se você mostrar arte para alguém você pode estar ajudando essa pessoa, mesmo sem querer, a olhar com novos olhos o mundo.


Se essa lista parece pequena acrescente um novo ponto e siga em frente. Se quiser trocar a lista toda, troque. Mas troque enquanto você dá mais um passo em frente.


É um prazer estar nessa vida e caminhar próximo de vocês.


Este texto foi originalmente publicado no site do Instituto Shukikan