facesDurante quase uma década – e, se a gente parar pra pensar, dá a sensação de que foi muito mais tempo – o futuro ex-presidente George Bush (júnior) governou os EUU -Estados Unidos do Universo. Antes de toda imprensa ficar enlouquecida com a nova coqueluche das notícias (o novo presidente americano, agora em nova embalagem, mas com conteúdo americano como todos os anteriores) ouviremos nas próximas semanas várias notícias sobre o que representou a Era Bush, sobre o seu comportamento letárgico no 11 de setembro, sobre seu comportamento ultraletárgico no furacão Katrina, e sobre outras letargias bélicas e besteiras aqui e acolá.

 

Na verdade o presidente Bush foi uma benção. Ele permitiu que o mundo observasse exatamente quem era o seu rei e todos puderam gritar: veja, ele está nu. Todos que estavam ao lado do primeiro que gritou puderam gritar afirmativamente, concordando que realmente ele estava nu! Olha lá, estou vendo até os pentelhos grisalhos e um coraçãozinho com os dizeres "I Love Dick… Cheney". E a gente faz o que com isso? Continua gritando "olha lá o peladão" atrás de uma imensa tropa de choque, que não deixa ninguém passar. Os soldados desse pelotão vão dizendo, baixinho, que o rei não está pelado na verdade e que isto tudo faz parte de um plano maior (maior do que você, agitador de araque). Alguns começam a gritar mais baixo, outros desistem de gritar e voltam pra casa.

 

O rei está morto. Longa vida ao rei. Saiu um e entra o outro. Também pelado. Gritar, de novo?

 

Gritar sempre.