saunaBom, este ano, fora o Antropofocus™, eu não tenho mais NADA no festival! Viva! Portanto, se você me procurar fora do horário das peças, eu provavelmente estarei igual a esta foto ao lado. Como vocês podem reparar, ela tem fidedignamente todos os traços do meu corpo musculoso e sem grodura trans.

 

Nesta época do ano somos assaltados pela pergunta: o que ver no festival – fora vocês? 

 

Este "fora vocês" é um jeito simpático dos amigos dizerem "bom, eu já vi vocês, então quero ver algo diferente este ano e gostaria muito que você me ajudasse num oceano de quatrotecentilhões de peças". Aqui, publicamente, no site, dizemos a vocês: não dá pra ajudar.

 

Primeiro caso: é muita peça!

 

Pra vocês, pra classe, pra todos! É peça que não acaba mais! Vocês realmente acham que todas as pessoas lêem aquele guia imenso, feito em folha jornal (porque realmente está maior que um suplemento de imóveis do domingo) e destacam todos os interesses? É duro, minha gente.

 

Segundo caso: é muito amigo!

 

Se a gente indica um, outro e aquele, sempre vai ter aquele amigo que se chateou com a gente porque não foi mencionado. A classe teatral – bem como todas as classes profissionais restritas de uma cidade grande – se conhece, troca favores, dicas, conselhos e fofocas. Portanto, a gente entra numa saia justa se fizer isso.

 

Terceiro caso: boa sorte pra todos nós!

 

O divertido de um Festival deste tamanho é entrar na roubada! Além das peças da Mostra Contemporânea (antes era Mostra Oficial, que eu achava mais honesto e mais real), vale a pena arriscar e ver peças que você normalmente não iria. Arrisque-se!

 

Quer umas dicas?

 

– Vamos lá. Se você quer fugir de peças alternativas, porque você não quer participar de atividades de experiência de linguagem, fuja de tudo autodenominado performance ou que seja advindo de um curso superior de artes cênicas. Os ex-alunos ou alunos podem ainda estar deslumbrados com experiências diferentes das artes cências mundiais, esquecendo um pouco desse elementinho que está no teatro: o público.

 

– Há várias peças de rua e são de qualidade. Uma maneira de se divertir e gastar um pouco menos. Mas não deixe de apoiar o artista de rua, deixando um troco pra ele, de preferência pelo menos 5 pilas! Pô, dois reais ou uma moeda prum cara se farfalhando embaixo do sol por uma hora e pouco pra você?

 

– Se a peça for de outras cidades grandes, a possibilidade de ter críticas online é alta. Dê uma olhadinha e veja o que te agrada.

 

– Este é o ano do standup e das improvisações. Dois formatos que estão na moda e que podem pegar de vez ou entrar em franco declive. Cuidado para não cair na armadilha de ver pessoas se aproveitando deste rótulo e fazendo qualquer coisa, afinal nenhum dos dois estilos depende do acaso: é o constante treino sob o olhar do comediante, o tempo, o público.

 

Ufa! Ajudei?

 

Abraços