Ficamos sempre muito felizes de voltar para cidades onde apresentamos nossas peças. Mas algumas tem um algo a mais, um extra, que deve ser mencionado e preservado. Com certeza, Itapetininga é um desses lugares.

Os motivos são diversos. Primeiro deles é que o teatro do SESI de lá é incrível. Novinho, muito bem conservado, bem feito, bem estruturado, bem planejado. Você, que nunca fez teatro, não sabe os problemas que temos nos teatros deste Brasil. Muitos são auditórios que não foram pensados para apresentações artísticas e tem muitos problemas. O problema mais clássico é que a cabine técnica, onde o operador de som e de luz ficam durante o espetáculo, muitas vezes tem um vidro blindado na frente. O raciocínio do engenheiro que fez isso é que: aí o som da cabine não chega na platéia. Só que, desta forma, o som do palco também não chega na cabine! Palco de cimento, vara de luz que não aguenta 4 refletores, coxias (espaço na lateral do palco, onde os atores aguardam para entrar em cena) minúsculas… Não sofremo de nenhum desses males em Itapetininga.

Outro fator é o público. Apresentar com casa cheia é sempre muito bom. Este evento que fizemos nos dias 3 e 4 de Novembro foi gratuito, mas mesmo assim muitas vezes o teatro não está cheio. Em Itapetininga estava, abarrotado, cadeiras extras e tudo. Ponto novamente para a equipe do teatro de lá, que cuidou diligentemente da divulgação.

A puxada de saco vem agora. Em Itapetininga tem o Marcel, o técnico da casa. Antes de mais nada, agradecimentos ao Milton e ao Douglas, que tiveram contato mais direto conosco, e todos os outros funcionários da casa. Voltando ao Marcel, o cara é um dos raros técnicos de teatro do mundo que junta muitas qualidades. Entende de som, entende de luz, entende as necessidades do espetáculo e se envolve fraternalmente com o trabalho da gente. Podemos falar isso de boca cheia, porque já estivemos três vezes em Itapetininga e das três vezes fomos tratados com a mesma cortesia, com o mesmo profissionalismo, e com o mesmo carinho. Mano Marcel, querido Nicolas Cage do interior paulista: já estamos com saudades.

Abraços a todos de Itapetininga. Esperamos voltar em breve!

 

PS – Ah, teve mais um detalhe, uma cereja do bolo nesta apresentação. A gente pode apresentar a cena da rádio da madrugada – quando o Sidney Percival Sampaio fala com a Elizabete, lembram? – com este microfone da fone. O efeito disso pra cena foi muito legal, fora a presença de um microfone que parece realmente de rádio! A Foto está AQUI.