Deixa eu dar um panorama geral do Viagem Teatral (pelo menos o meu lado).

 

Sexta a noite a Van pega a gente. Saímos em viagem, com noites melhor dormidas em trânsito, outras com breves cochilos, outras em que você está preocupado com o motorista e mesmo assim você cochila, causando algum estress emocional do gênero "você não deveria dormir, acorde e mantenha o motorista acordado também!" e chegadas em hotéis. Algumas manhãs se dorme, outras não é possível porque você tem que revisar as mudanças feitas no mapa de luz para aproveitar o melhor possível o tempo no teatro, especialmente pelo fato de que você não é iluminador e caiu na sua mão a bomba de se tornar iluminador na peça com mais detalhes de luz do repertório do grupo. Na era da mesa digital! – eu já tinha operado luz de teatro antes, quanto a gente tinha que erguer todos os canaizinhos que queríamos. 

 

Você vai pro teatro a uma da tarde. Todos vão junto, ajudam a descarregar, saem pra almoçar e você fica com o técnico da casa montando a luz. Isso pode variar entre 4 ou 6h30 de trabalho, o que na sequência pode significar que você tenha apenas meia hora para gravar a mesa de luz, numa peça que tem 4 páginas de memória (desculpe se o papo ficou muito técnico, mas como é um diário para deixar registrado não só pra vocês, mas pra mim também, resolvi colocar estes detalhes). Ufa!

 

Dia seguinte: você dormiu de noite numa cama estável, que não faz curvas na serra, nem tem freadas bruscas perto de uma lombada mal sinalizada. Você tomou café da manhã de hotel que, pior que fosse, tinha frutas prontinhas pra você comer e não se preocupar em lavar a louça. Você almoçou no horário, foi pro teatro antes porque o elenco tem que aquecer. Você verifica se a luz está correta – o que leva uns 10 minutos – e depois você se prepara para o início da peça. Daí, num dia beeeeeeem mais light como esse, a sua mente viaja, né? Daí esse tipo de vídeo pode ser feito, sabendo que você tem disculpa pra isso: 

 

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Aquele abraço