O título do artigo de hoje trás uma lógica que reina, obscura, no mundo dos comediantes e escritores: o ato de expor seus momentos mais terríveis faz parte da sua arte (sendo arte aqui lida como “técnica”). Isso é bem real, se você parar para pensar nos seus amigos que te contam dos momentos embaraçosos que eles tiveram na vida. Quando não são fatalidades, contadas com o pesar de uma dor que ainda permanece, a história é sempre hilária.

O ano era 1994 e eu estava indo pro Japão. Um ano de intercâmbio na terra do sol nascente. Muitas coisas precisam ser feitas para se preparar para uma viagem de um ano, inclusive o meu primeiro passaporte. E este é o meu momento de embaraço.

Quando eu finalmente chegeui no Japão, éramos 140 estudantes e tínhamos uma semana inteira de adaptação antes de ir para a família que hospedaria cada um de nós. Vários jogos aconteciam para passar o tempo livre, ente eles um que era “quem tem a pior foto de passaporte”. Aqui estou eu, no nosso blog, contando para vocês que fui o honorável campeão dos intercambistas de 1994 com “a pior foto de passaporte”, ganhando de representantes americanos, europeus, asiáticos e da galera da oceania também. Que orgulho!


Ainda bem que tudo muda!