Segunda feira foi um dia ímpar. Não só porque foi dia 29, mas porque aconteceu um fato inusitado no cenário político-humorístico da cidade de Curitiba.

 

Meu amigo Fábio Silvestre receberia uma homenagem nesta segunda. Depois de anos residindo nesta capital e fazendo com que boa parte da população se divertisse com suas histórias, piadas e com a sua agradável companhia, um digno vereador resolveu que este moço de Ponta Grossa (dá vontade de fazer piada infâme, mas passa) deveria ser um Curitibano honorário. Coisa muito acertada de se fazr, pois Fábio Silvestre leva o bom humor por onde passa com a insígnia MADE IN CURITIBA.

 

Domingo a noite. Fábio está terminando sua maratona de apresentações no Festival de Curitiba e, como sempre, foi um grande sucesso. Resolve compartilhar com a platéia a alegria da homenagm do jeitinho que ele sempre partilha com os amigos: com humor. Comenta a platéia que irá na Câmara no dia seguinte e que não levará carteira, relógio, celular, com medo dos larápios que por lá habitam. Entre comediantes, diríamos que foi um gag clássico usado na hora certa. Risadas por toda a platéia, menos numa cadeira. Sentado, vendo a apresentação, estava o vereador Roberto Aciolli.

 

O tal vereador entrou, no dia seguinte, com uma ação de repúdio público contra o nosso colega, dizendo que o comediant estava difamando a classe política. Daí vale uma pausa, até pra você que está se perguntando: quem é Roberto Aciolli? Ele é um genérico de Alborgueti, que faz um programa chavedecadeia na CNT e que, pelo visto, não entendeu a piada. Será que ele nunca tinha escutado essa antes? Será que ele só abre o jornal na página dos óbitos e nunca viu uma charge públicada?

 

O tal vereador lançou a ação que, graças ao bom dissernimento dos outros membros da casa não foi pra frente. Segue aqui ao lado uma cópia do discurso aplaudido do nosso colega Fábio Silvestre, que merece todas as homenagens que esta cidade possa prestar a ele.

 

 A questão qu deve sr levantada agora é que nós também estamos precisando perder o nosso humor m relação as piadas de mal gosto feitas pela classe política. Ou você acha engraçado o fato de que a tão respeitosa Câmara dos Vereadores não tenha tido sessão ontem por FALTA DE QUÓRUM (o nome é chique, mas só quer dizer que não tinha gente suficiente por lá) porque, diz a lenda, os respitabilíssimos vereadores estavam no almoço de despedida do prefeito, agora projeto de governador, Beto Richa. Trocaram as leis por asinha com polenta.

 

Senhores políticos, aguentem nossas piadas, pois elas continuarão a ridicularizar todas as situações vexaminosas cometidas por vossas senhorias. E se a carapuça servir, não desconte na gente, pois a culpa é dos seus colegas e não dos meus.