Aqueles que viveram a amarga época da ditadura gostariam que os anos eleitorais fossem uma festa Relembrar que, não faz muito tempo atrás, o brasileiro tinha que engolir qualquer coisa que os milicos enfiavam goela abaixo na gente. E como enfiaram. Estar num processo democrático deveria, portanto, ser uma alegria imensurável. Podemos escolher o nosso representante, aquele que tem ideias boas para governar o nosso país, que responde a anseios da população e que corrige os erros do governo que passou. Não nesta eleição.

Olha como são simpáticos os nossos candidatos!

Tenho amigos nas duas frentes de opiniões e, portanto, recebi emails do lado azul e do lado vermelho. Uma lambança nojenta danada, com acusações podres, acusações fundamentadas, acusações sem sentido, acusações falsas e de outras categorias que nem valem a pena serem mencionadas. Um terror. Removendo o joio, dava para se assustar bastante com as duas pessoas que amanhã disputarão a função de presidente do país. Portanto, declaro que esta é a campanha do NÃO VOTE EM.

Amigos de SPAM, vocês me convenceram! Seus powerpoints, vídeos de declarações bombásticas, fotos e artigos de jornais, seus textos assinados por doutores de universidades estrangeiras (poxa, como você pode não acreditar numa pessoa que é professor de uma universidade extrangeira) e demais xingamentos em Facebook, Twitter e escambau. Funcionou. Vocês me convenceram a não votar em nenhum dos dois. Obrigado.


No primeiro turno, a votação em Marina não era só uma questão de consciência ambiental. Pergunte para os eleitores dela – não para um, justamente aquele que escreveu a cartilha, mas para a grande maioria deles – qual era, afinal, a grande mudança na proposta ecológica. Pergunte qual foi o momento em que a proposta ecológica de Marina fez tanta diferença assim. O que realmente deu vontade nas pessoas de votarem em Marina é a grande vontade que não temos de votar nas duas pessoas que se colocam para disputar a vaga de presidente.


“Agora só sobrou esses dois, você tem que escolher”, me disse um amigo cheio de um amor patriótico. Respondi e digo: não tenho, não. Pois votar em qualquer um desses dois é fechar o olho para todos os momentos corruptos que estes dois partidos demonstraram no poder.


Independente de que vencer, eu sei qual seria o grande PAC 3, o investimento ideal para melhor a nação. Todo brasileiro sabe. É limpar os corredores do congresso da corrupção que assola Brasília. Desde a gorjeta pequena aos grandes desvios. Vai trazer mais dinheiro pro país do que a implatação de aeroportos, estradas, ferrovias.


Tá se perguntando se este artigo é de comédia? Não é. Mas sempre me sinto um palhaço na hora de apertar “Confirma”.